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デザイン - O Design no mundo do Bonsai

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Talvez uma das partes mais complexas de dominar com mestria no mundo do bonsai seja a planificação do desenho final. ou seja, a forma em que a árvore deve ficar. Eu pessoalmente sou apologista de que para iniciar um caminho devemos ter um destino final. Deixar tudo ao fruto do acaso pode ser divertido inicialmente, mas não saber para onde ir pode ser muito frustrante com a passagem do tempo. Mas devemos recordar também que um bonsai é formado diariamente. Se desenha semana a semana. Não se devem tomar decisões à pressa, pois o corte de uma rama essencial podem ser anos de trabalho perdido. Por isso, devemos trabalhar com paciência e sensibilidade. Ainda hoje, que tomo as coisas com mais calma, tenho perdido anos de labor por um alicate com vontade de trabalhar. O Bonsai se planifica, mas o seu resultado final é incógnito. Tudo pode mudar, desde uma nova disposição das ramas; uma madeira apodrecida; a correção de um erro; um novo ponto de vista; ou até um acidente de percurso. Assim, o

Pequenas dicas para criar bons Nebaris

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Para os aficionados do bonsai, o Nebari ( raiz que fica exposta ) é um dos componentes estéticos mais apreciados na hora de apreciar um Bonsai. O Nebari deve transmitir força e conicidade para coincidir com um tronco com semelhantes características. Se desejamos encorajar uma conexão visual com o solo, o Nebari é sempre a primeira etapa a contruir. Na hora de construir um bom Nebari devemos ter presente que existem 2 tipo de árvores: Aquelas em que as raizes se diferenciam umas das outras, e as que fusionam, criando uma massa contínua. No caso dos primeiros, as coníferas são os fiéis representantes, assim como os ulmeiros e zelkovas. No caso das árvores que fusionam as raízes, são os Acers o exemplo mais conhecido. Sabendo de antemão estas características, para criar um bonsai o mais realístico possível, devemos ter presente estes pormenores. A construção do Nebari requer uma boa dose de paciência na hora de transplantar. Devemos pensar que um transplante é uma ação que deve

不完全さ As imperfeições de uma árvore... ou de um Homem.

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A árvore é um ser vivo, que por isso cresce e se transforma, e devemos estar atentos a essas mudanças procurando colaborar com ela para melhorá-la constantemente. E deve ser esse o nosso objetivo mais importante no mundo do Bonsai: Melhorar. As imperfeições ou as más qualidades de uma pequena árvore, que provavelmente nunca lhe permitirá ganhar prêmios importantes, não são características necessariamente negativas. Mas podem representar um estímulo e um compromisso de nossa parte em procurar o seu aprimoramento através de um cultivo cuidadoso, o que certamente o tornará mais interessante. Transformando o defeito numa característica única. Numa virtude ou objeto de destaque. Cada bonsai tem sua história e seu carácter, e o seu valor não pode ser calculado apenas por considerações técnicas e estéticas, pois o seu caminho se cruzou com o de um ser humano que cuidou dele. E avaliar algo que tem a ver com sentimento é extremamente difícil. Obviamente isto não pode ser desculpa para o de

Usando matemática para definir a ramificação dum Amieiro

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Há uns tempos atrás falei-vos da Regra dos Terços para definir alturas e posições de ramas. Bem, hoje decidi colocar em prática o que ando a professar. Primeiro, visualmente defini a largura da árvore. Que matematicamente é uma proporção de 1:1. Achei que ficava uma árvore interessante. Mas a altura onde começavam as ramas ainda não estava bem definida. Por isso, peguei na fita métrica e analisei onde seria melhor começar. E o resultado que mais me agradou era o regra de 1/3 da altura. Só me resta depois analisar qual será o vaso final. Por 2 anos estará aqui. Mas devo estudar as devidas proporções até acertar com algo que goste mais. Bonsai é evolução. E esta árvore tem evoluído positivamente.  

Wabi- Sabi - わびさび - A Essência da Estética Japonesa

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Existem muitos conceitos estéticos (e que como tudo no Japão, podem ser também filosófico-espirituais) exclusivos do Japão. Poderíamos falar de Karumi, Aware, Jimi, Yasake ou Ate. Mas sem sombra de dúvida, o termo estético e filosófico mais conhecido no mundo é a junção Wabi Sabi. Pois este representa a visão de um japonês com respeito ao seu redor, uma abordagem estética centrada na aceitação da transitoriedade e da imperfeição. Algo simplificado como “O belo que é imperfeito, impermanente e incompleto” Desconcertante aos olhos de um ocidental, que gostamos de coisas novas, bonitas e bem feitinhas…não é? Mas reparem a importância deste conceito que o filósofo japonês Nishitani Keiji (1900-1990) apresentou o Wabi-Sabi como “A essência da cultura nipônica” na edição do Fórum de Cultura Japonesa sobre a “Essencialidade Japonesa” da revista Shisō, em 1935. Tal é esse sentir japonês que  wabi わび e sabi さび costumam ser escritos preferencialmente em Hiragana, caracteres fonéticos essencialme

ESPINHEIRO - PRIMEIRAS INTERVENÇÕES

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Esta árvore veio para a minha colecção no ano 2018, graças a um Yamadori efetuado a meio de Fevereiro. Esteve em repouso durante todo o ano de 2018 e obteve um bom crescimento e recuperação. Contudo, cabe referir que na hora do yamadori, sedento de obter o maior número de espécimes, não fiz caso do nebari (raizes que ficam expostas), e que era uma autêntica desgraça. Honestamente, devemos ter mais precaução na hora de escolher as nossas árvores, pois viverão com muitos defeitos até a hora de algum de nós morrer (ou a árvore ou eu) No meu caso não foi propriamente por falta de habilidade, mas sim por avidez. Admito aqui o meu pecado! Optei por efetuar a primeira intervenção dado o vigor da mesma. Sabia que tinha muito trabalho pela frente e não queria perder tempo. Comecei por escolher um desenho para futuro. É o primeiro que temos de fazer, escolher o caminho a seguir.  Retirei o excesso de ramas e aramei-as. Dando-lhe  uma forma mais desejável para o meu projeto. Finalmente, retirei o

流 NAGARE - A direção de um Bonsai

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  流 = NAGARE  Adoro usar palavras japonesas para descrever algumas definições. Nagare é uma delas. Ela nos descreve o movimento, o fluxo, a corrente dentro de uma composição bonsaistica. Temos de pensar na árvore (ou os restantes elementos duma composição) como uma entidade líquida que flui. Possui movimento, embora estática. Como um rio. Esta direção do fluxo não nos serve muito para o desenho da árvore, embora possa ser prática habitual, na hora de decidir um frente, ver por onde flui o desenho. Mas para a exposição, a percepção do Nagare é essencial. Em matemática, a direção de fluxo se explica muito facilmente: É a projeção no eixo horizontal do percurso do bonsai a partir do nebari. Com este sistema, é possível imaginar que o Nagare é um segmento e que a relação nagare/altura da planta equivale à força direcional (lembrando os vetores das leis de Newton) Em palavras parece complicado, em imagens, vão ver que não é nada difícil de perceber. Num Chokkan, como o da imagem anter